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Lobos–Biologia Florestal

clip_image002Os lobos ajudam na biologia florestal? Facto. Esta é uma lição de estudo cientifico: Quando os lobos caçam as suas presas, neste caso os alces, fazem mais do que simplesmente manter uma quantidade razoável na população herbívora. Os corpos que são deixados pelos lobos depois de consumirem a sua presa, são óptimas fontes férteis que enriquecem o solo com bioquímicos. Devido a este aumento de nutrientes, a população de micróbios e fungos cresce rapidamente, fornecendo assim mais nutrientes às plantas perto da carcaça da presa. Este estudo demonstra uma ligação nunca antes viste entre o comportamento de caça de um predador de topo – o lobo – e os bioquímicos na paisagem, tal como disse Joseph Bump, professor assistente na escola de Michigan (recursos florestais) e de ciência ambiental e o primeiro autor do papel da investigação.

É importante porque ilumina outra contribuição que os grandes predadores fazem para o ecossistema em que eles vivem e ilustra que estes podem ser protegidos ou perdidos quando os predadores são preservados ou exterminados.

Para descobrir a importância das caçadas dos lobos nos ecossistemas das florestas, os investigadores estudaram um registo de cerca de 50 anos de mais que 3’600 carcaças de alce no parque nacional Isle Royale. Isle Royale – uma ilha em Lake Superior – é famosa pela sua bem investigada relação entre os lobos e os alces nesta ilha.

Para desvendar a ligação da caça dos lobos com os “pontos quentes” da biodiversidade, os investigadores mediram os níveis de nitrogénio, fósforo e potássio das presas e mediram-os em relação a certos locais de controlo. Também examinaram os micróbios e os fungos perto das presas e analizaram o tecido das folhas grandes de “aster”, a comida preferida dos alces.
Os contrastes entre os locais onde foram mortas as presas e os locais de controlo foram redutos: O solo nas zonas das presas tinha entre 100 a 600 por cento mais nitrogénio, fósforo e potássio inorgânicos. Também tinham uma media de 38% mais acidos gordos de bactérias e fungos, o que os investigadores dizem ser a prova do aumento das bactérias e dos fungos nessa área, onde os níveis de nitrogénio nas plantas nos locais das presas eram cerca de 25 a 47 por cento superiores aos locais de controlo.
Estas zonas de presas em breve tornam-se zonas de alimentação atractivas aos alces devido ao nível significativo de nitrogénio nas plantas. Os alces que ai se alimentam adicionam ainda mais nutrientes devido às suas fezes e urina.clip_image004

Canis Lupus – Lobo Cinzento. Foto (à direita) fornecida pela USGS (United States Geological Survey).

“Inicialmente estava incrédulo de que fosse possível detectar algo tão difuso no solo da floresta como nutrientes provenientes de animais mortos”, disse Rofl Peterson também da Universidade Tecnológica de Michigan, que também tem estudado os lobos e os alces da Ilha Royale durante décadas.

“Foi gratificante ver Joseph ter sucesso – nutrientes derivados de animais para as plantas, enriquecendo-as em proteínas, prontas para voltarem a ser consumidas novamente”.

Outros estudos confirmam a importância dos predadores de topo quanto à riqueza de nutrientes. Na tundra árctica os investigadores observaram que as carcaças de boi-almiscarado (muskox em inglês) afectam a vegetação drasticamente, mesmo depois de uma década após terem sido mortos.

“Os ciclos de predação e de nutrição são dois dos mais importantes processos ecológicos, porém parecem que não estão relacionados em nada um com o outro”, disse John Vucetich, também da Escola de Michigan.

“(Joseph) Bump fez-nos compreender melhor como estes ciclos tão diferentes estão, de facto, ligados entre si, e numa das mais interessantes formas”. Bump sugere que a nova descoberta de como os lobos criam óptimos pontos de nutrientes deve ser mantida à parte de decisões políticas.

Mesmo que os caçadores humanos sejam, tal como os lobos, predadores de nível de topo, presume-se que estes não facilitam o aumento de nutrientes devido a estes removerem as carcaças do meio ambiente. Só um lembrete em que os predadores mais pequenos alimentam-se seguidos dos lobos e precisam das suas presas. Coyotes, raposas, até mesmo águias, galináceos e necrófagos comem seguidos dos lobos, sendo isso que mantêm a estes e às suas famílias alimentados.

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